19 de Abril de 2019

Corpo robótico substituto ajuda deficientes a recuperar independência

Uma interface que usa tecnologia de realidade aumentada está ajudando indivíduos com deficiências motoras profundas a operar um robô humanoide para que o robô os ajude a se alimentar e executar tarefas de rotina de cuidados pessoais, como coçar, barbear e aplicar loção para a pele.

 

A interface exibe uma "visão do olho do robô" do ambiente para ajudar os usuários a interagir com o mundo através da máquina.

 

Rodando em um navegador da web, a interface mostra ao usuário como é o mundo a partir de câmeras localizadas na cabeça do robô. Controles clicáveis sobrepostos na visão permitem que a pessoa mova o robô dentro de casa ou em outro ambiente e controle as mãos e os braços do robô.

 

Quando o usuário move a cabeça do robô, por exemplo, a tela exibe o cursor do mouse como um par de globos oculares para mostrar onde o robô ficará quando o usuário clicar. Clicar em um disco ao redor das mãos robóticas permite selecionar um movimento. Ao dirigir o robô ao redor de uma sala, as linhas que seguem o cursor na interface indicam a direção em que ele se deslocará.

 

Rastreadores de olhos e cabeça

 

Construir a interface em torno das ações de um mouse de um único botão permite que pessoas com diversas deficiências usem a interface sem longas sessões de treinamento, explicam Phillip Grice e seus colegas do Instituto de Tecnologia da Geórgia (EUA).

 

Isso pode ajudar a tornar robôs sofisticados mais úteis para pessoas que não têm experiência em operar sistemas complexos.

 

Os participantes do estudo interagiram com a interface do robô usando tecnologias padrão de acesso assistencial a computadores - como rastreadores de olhos e rastreadores de cabeça - que já estavam usando para controlar seus computadores pessoais.

 

Corpo robótico substituto

 

A equipe chama o sistema como um todo de "corpo robótico substituto" porque ele é capaz de executar tarefas semelhantes às dos humanos. Estes primeiros experimentos prometem fornecer uma base para o desenvolvimento de robôs assistivos mais rápidos e mais capazes.

 

"Nossos resultados sugerem que pessoas com défices motores profundos podem melhorar sua qualidade de vida usando corpos robóticos substitutos. Nós demos o primeiro passo para tornar possível para alguém comprar um tipo apropriado de robô, tê-lo em casa e obter benefícios reais," disse Grice.

 

"Nosso objetivo é dar às pessoas com uso limitado dos seus próprios corpos o acesso a corpos robóticos para que possam interagir com o mundo de novas maneiras," acrescentou seu colega Charlie Kemp.

 

Fonte: Diário da Saúde